<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-10179938</id><updated>2011-04-21T19:05:28.193-07:00</updated><title type='text'>BARRACO! BLOG DO BARROCO</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://barracobarroco.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10179938/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barracobarroco.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>henrique barroco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495122165708539594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>5</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10179938.post-111352648541150254</id><published>2005-04-14T17:49:00.000-07:00</published><updated>2005-04-14T17:54:45.413-07:00</updated><title type='text'>cães cadelas e outras criaturas humanas</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;eu estava andando por uma avenida sem fim que me levaria deus ou o diabo sabem aonde&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;eu estava cansado de tantas palavras jorradas garganta prá fora e não sabia o que dizer nem o que pensar muito menos o que fazer eu estava&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;cães cadelas e outras criaturas humanas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;um belo dia de sol  e chuva que nunca jamais definitivamente me esquecerei&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;um dia que nada de belo nem sol nem chuva só o saco de trabalhar e a preguiça de ter que resolver todas aquelas coisas que a gente tem que resolver e fazer para sermos o que não somos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;porque são apenas cães cadelas e outras criaturas humanas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10179938-111352648541150254?l=barracobarroco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barracobarroco.blogspot.com/feeds/111352648541150254/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10179938&amp;postID=111352648541150254' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10179938/posts/default/111352648541150254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10179938/posts/default/111352648541150254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barracobarroco.blogspot.com/2005/04/ces-cadelas-e-outras-criaturas-humanas.html' title='cães cadelas e outras criaturas humanas'/><author><name>henrique barroco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495122165708539594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10179938.post-110653191355057681</id><published>2005-01-23T17:38:00.000-08:00</published><updated>2005-01-23T18:02:32.203-08:00</updated><title type='text'>TELEPOEMAS E JAZZ</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;CAOS NA REDE &lt;em&gt;Estes poemas foram escritos em 2000. São do livro IMAGENS, frutos do meu interesse pela comunicação de massa - em especial a TV - e estudos sobre a linguagem da poesia. Foi o último livro de poemas que escrevi. Continuaremos com mais versos, e hoje o tema deles é a publicidade na mídia. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Um forte abraço!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;HB&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8 (telereclames)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não existe pai alcóolatra&lt;br /&gt;nem filho rebelde&lt;br /&gt;no país dos reclames&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[i]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a felicidade&lt;br /&gt;em 30 segundos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[i]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na tela o reclame&lt;br /&gt;janela para o paraíso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[i]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a TV tem sabor de refrigerante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[i]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o cigarro&lt;br /&gt;as nuvens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o automóvel&lt;br /&gt;o horizonte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a cerveja&lt;br /&gt;o oceano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[i]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a minissaia vende vende&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[i]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o poema é isso aí&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FRED FELINO - JAZZ NA CUCA (continuação)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Jazz na cuca foi um texto que, na verdade, se tornou um projeto incompleto. Uma das idéias era produzir fragmentos de prosa num único improviso, a partir de um ritmo, temas e respeitando o texto tal como era escrito. No final, tive que abandonar essa idéia e fiz reescritas e muitas mudanças até chegar nessa narrativa final. De qualquer forma, trata-se de uma experiência sobre o tempo e da escrita que deseja ser eterna como o tempo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pensar que a escrita é um troço que tampa os buracos no dia. Uma coisa que preenche as horas absurdas de qualquer dia ou altura dos anos da vida; palavras são maiores do que dias e séculos. Juntas, as palavras parecem montanhas de sonhos e vidas que nunca puderam ser. A intensidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ruído dos carros na rua. As pessoas falando e os ruídos de suas falas [vozes]. Os carros passam, param, aceleram, buzinam. A vida pulsa nesta esquina. A caneta observa e registra como [se fosse] uma câmera fora de foco. O olhar torto. A palavra-equívoco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coceira. A caneta. Os dedos. A página. As palavras reduzidas, o texto-redução. Sem leitura não há escritura. Às vezes, parece que eu não acredito mais nessa coisa. Escrever se tornou algo sem propósito. Inutilizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o tempo que consome os&lt;br /&gt;segundos e as estrelas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A batata tá quente. O almoço. As palavras e o ponteiro dos segundos e a mão e a caneta sobre a página. O almoço. 12:05:59.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me cansei do jazz. Eu me sinto sem ritmo, caneta tropeço na página incompreensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A folha em branco é um território para todas as possibilidades de invenção. As palavras são muito mais do que podemos. A coerência está superada. A vida é muita rápida e violenta. A palavra no cadafalso do dia a dia, segundo a segundo. Os milímetros percorridos pelo ponteiro dos segundos. A palavra tem olhos, mas nunca cai no lugar certo. Os segundos correm enquanto escrevo aos solavancos. Estou correndo com as palavras que me levam para o improvável. Estou no meio das selvas, árvores e rios imensos, estou no caminho dos animais e flores selvagens. O ritmo é intenso como um sonho sem fôlego. Respirar a vida e driblar o ponteiro dos segundos. Amar o dia e a noite e as estrelas e as pessoas que cruzam os meus segundos de sempre. O texto não encontra referência. A frase prende a respiração, a câimbra nos dedos, os olhos se fecham e a testa latejando. O ritmo é alucinante e nunca encontro o fim das palavras ou onde as palavras terminam... Mas, para o meu azar, desconfio qual é esse fim e me assusto com as minhas próprias palavras.&lt;br /&gt;Palavras que saltam e coçam, uma dor nas pernas e o calor do sol nas costas largas. O corpo e o sofrimento da escrita agora.&lt;br /&gt;Uma página é mais que uma semana.&lt;br /&gt;Respirar fundo e contar o ponteiro dos segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto. Respirar o sol que brilha como uma explosão de sons e cheiros e cores e formas. O texto. A letra lida no olho [olhar] da cuca. A intensidade. Chorar e sorrir sobre a vida e os segundos do século inteiro. Viver o dia e a noite e o ponteiro dos segundos que sempre-sempre pulsa-pulsa. O texto é o fruto de árvores no bosque eterno dos segundos que segundam sempre-sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gesto da palavra que se agita sob a caneta e dedos e gestos e cuca e alma e outras dimensões e sensações sempre-sempre. Ouvir o que ruída da rua que vem da janela. Comer enquanto escreve registra a vida segundo pulsação sempre-sempre mas não pois há o fim. Esquecer e pular e respirar e amar e pulsar sempre-sempre. Driblar. O ponto-final dá o ritmo do texto. Gravar palavras na página, os livros que ainda não foram escritos-lidos-relidos. A insignificância. A coceira na cabeça e a dúvida e a desconcentração, o desútil, palavra criação totalizante da memória sempre-sempre. O texto é um emaranhado, formigueiro, cachoeira, transeuntes na rodoviária, oceano. A dúvida e a página rabiscada, página no lixo. A dor nos dedos, a dor na cuca. Jazz na cuca: o improviso, o ritmo, o retorno ao tema. A palavra poema. O capítulo. O texto é formigueiro de letras e formigas. Formigamento na cuca e nos olhos e dor nos dedos e na cuca da memória desútil. A palavra. Ela não tem fim. Texto-constelações. Palavra-cosmo. A coceira das idéias. O ritmo dos registros sempre-sempre. Mas há o ponto-final. Nunca parar resistir a escrita é o segundo pulsando no ponteiro dos segundos que contam as gotas do tempo que tudo consome as flores e as estrelas. O texto: reler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever é coordenar cuca gesto palavra na página do improviso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou músico. As palavras atropelam a voz. A escrita é um caco de palavras. Não estou morto, a vida pulsa nos segundos do dia. O sol brilha e atravessa a sombra dos olhos. Escrevendo. O poema acontece no desútil da hora sempre-sempre. Escrevendo e vendo filmes que nunca acabam em si. Filmes que explodem nas nossas cucas depois que acendem as luzes. Escrever é registrar um segundo da vida de anos inteiros, décadas que resistem ao tempo. Escrever é fotografar o minuto que se perde, resgatando o desútil.&lt;br /&gt;Escrevendo e escrevendo enquanto desacontecem os segundos do ponteiro da vida inteira. Dois pontos e exclamação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10179938-110653191355057681?l=barracobarroco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barracobarroco.blogspot.com/feeds/110653191355057681/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10179938&amp;postID=110653191355057681' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10179938/posts/default/110653191355057681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10179938/posts/default/110653191355057681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barracobarroco.blogspot.com/2005/01/telepoemas-e-jazz.html' title='TELEPOEMAS E JAZZ'/><author><name>henrique barroco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495122165708539594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10179938.post-110642735030450962</id><published>2005-01-22T13:33:00.000-08:00</published><updated>2005-01-22T13:07:17.653-08:00</updated><title type='text'>jazz na cuca de   F. Felino   &amp;  mais poemas de   H. BARROCO </title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;CAOS NA REDE&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;fred felino e seu JAZZ NA CUCA,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;continua a novela.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Abaixo,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;alguns outros poemas meus&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;HENRIQUE BARROCO&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;FRED FELINO - JAZZ NA CUCA&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o autor pensou. Ele pensou a palavra na intensidade da palavra, na intensidade do gesto que registra e grava a palavra. O que o autor pensou é tão verdadeiro quanto o que o leitor mentiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virar a página e recomeçar. Estou com medo do texto não acontecer. Preciso ir dormir. Acordar cedo. O texto acontece porque o sangue pulsa, o dia se desenrola e o ponteiro dos segundos não pára.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas que cabem no minuto. As coisas que cabem no segundo. As coisas que cabem na palavra. As coisas que cabem na cuca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virando as páginas. Passando os segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos juntos passeando pela cidade de domingo, preguiça, estrada e comida, doces e salgados. O domingo tem o silêncio dos dias tranqüilos. O domingo tem sua própria substância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respirando. O ritmo dos segundos e letras que escrevem páginas e dias. A vida. O dia de palavras e páginas e livros. A sua mão me acompanha nas palavras que brotam, frutos e flores de palavras. Palavra-fruto, o livro-árvore. Paisagens de frases. O livro. A semente. Coçando a cabeça, coçando o nariz, pigarreando, mexendo as pernas e a cadeira. Bebendo a água e esfregando os olhos. O texto brota na página inteira. A página é um campo, um jardim fértil com a intensidade das frases perdidas e precisas. A frase.&lt;br /&gt;A intensidade da palavra me tira o fôlego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes, escrever é prender a respiração e mergulhar no texto, enquanto é possível.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;+&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;5 ( telejornal)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;HB&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;teleinformação&lt;br /&gt;parque de diversão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[i]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;telejornal efeitoespecial&lt;br /&gt;cenário de foguetes e estrelas&lt;br /&gt;locutor de terno brilhante como prata&lt;br /&gt;cabelos como ondas na noite&lt;br /&gt;vídeo higt-tech&lt;br /&gt;debaixo da ponte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[i]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;horário-nobre na tela da TV&lt;br /&gt;os locutores&lt;br /&gt;as manchetes&lt;br /&gt;ouverture&lt;br /&gt;a música das estrelas&lt;br /&gt;o repórter no país cheio de arranha-céus&lt;br /&gt;verdades de um outro mundo colorido&lt;br /&gt;notícias cortadas e coladas na tela da TV&lt;br /&gt;o sorriso do presidente passeando pela Estátua da Liberdade&lt;br /&gt;vulcões e terremotos estremecem o vídeo do televisor&lt;br /&gt;a vida dos atores da TV em seus castelos e piscinas beijando e abraçando&lt;br /&gt;umas garotas de seios espetadinhos&lt;br /&gt;a brancura da cal cobrindo dezenas de cadáveres&lt;br /&gt;o senador que levanta a saia da secretária morena de longos cabelos&lt;br /&gt;onduladinhos&lt;br /&gt;o gol de bicicleta do camisa 10 da seleção verde-amarela&lt;br /&gt;sorrisos e ternos como boa noite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[i]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o câmera filmando&lt;br /&gt;o repórter de gravata vermelha&lt;br /&gt;o deputado de barba negra cuspindo palavras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o editor editando a reportagem num quebra-cabeça eletrônico cheio de sons e luzes e cores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as garrafas dos refrigerantes&lt;br /&gt;as vinhetas prateadas e músicas de uma janela indiscreta&lt;br /&gt;ao vivo o locutor de olhos-cor-do-céu&lt;br /&gt;o microfone afundando na barba negra e macia igual almofada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;suspiros suspiros das adolescentes de aparelho reluzente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[i]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;telejornal&lt;br /&gt;o cenário parece uma cabine de nave espacial&lt;br /&gt;o olho vermelho e a voz eletrônica do computador&lt;br /&gt;dois astronautas de terno i microfone&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a tela fixa no rosto do locutor bocas e sobrancelhas&lt;br /&gt;o vídeo vai mostrando as ruas e avenidas entre arranha-céus&lt;br /&gt;um senhor de cabelos de nuvens&lt;br /&gt;olhos e cabeças na TV&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10179938-110642735030450962?l=barracobarroco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barracobarroco.blogspot.com/feeds/110642735030450962/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10179938&amp;postID=110642735030450962' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10179938/posts/default/110642735030450962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10179938/posts/default/110642735030450962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barracobarroco.blogspot.com/2005/01/jazz-na-cuca-de-f-felino-mais-poemas.html' title='jazz na cuca de   F. Felino   &amp;  mais poemas de   H. BARROCO '/><author><name>henrique barroco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495122165708539594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10179938.post-110590339486645974</id><published>2005-01-16T10:37:00.000-08:00</published><updated>2005-01-16T11:36:21.173-08:00</updated><title type='text'>HENRIQUE BARROCO: UM ESCRITOR SEM PALAVRAS (continuação)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;CAOS NA REDE &lt;/strong&gt;Hoje, eu continuarei publicando alguns trechos meus. Trata-se de um miniconto, blogue-bloqueio, meu tema sempre sempre. Alguns poemas, 3, apesar de não escrever muito. Sou mais contista. Mas não resisto e arrisco uns versos manjados, publicados no &lt;a href="http://narrarte.zip.net"&gt;http://narrarte.zip.net&lt;/a&gt; de um tal de Gilbert Daniel. Prossigamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas teremos também a colaboração do FRED FELINO, como disse ontem, ilustre recém filiado do recém reformado CAOS-97. Portanto, esta duplinha estará presente por aqui nas próximas publicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto do Fred, que gosto muito, foi escolhido e solicitado por mim, e ontem comentei sobre ele, o JAZZ NA CUCA OU VÍRGULAS E SEGUNDOS OU CACOS DE PALAVRAS. Prosa fragmentada, uma experiência sobre a temporalidade, a escrita como registro do tempo e nossa mortalidade. O resto é com vocês.&lt;br /&gt;Um abraço do Barroco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;UM ESCRITOR SEM PALAVRAS (continuação)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pensamentos pensamenteados e pensados. Pensar. Diariamente todo dia nos sentamos e pensamenteamos nos pensamentos do pensar. Idéias e reflexões e argumentações e divagações e filosofices filosofais e pensamentos e imaginações e mirgagens e argumentações e divagações e filosofices filosofais e pensamentos e imaginações e miragens e recordações e lembramos e relembramentos e relembrancias e a cuca pensante da memória relembradora. Pensar e respirar e pulsar e segundar. Idéias e segundos. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Estou escrevendo uma escrita de papel e mão e caneta. Escrevendo a escrita de escritos escrevíveis. Escrever é registrar o segundo e suspender o segundar do segundo e do minuto e da hora e da vida e do cosmos. Escrever até chover palavras e idéias na cidade das páginas. Ouvir o ruído do atrito da cuca-mão-caneta-página do improviso. Ouvir e escrever.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Meu nome é Henrique Barroco. Estou aqui escrevendo escritos que preenchem o dia e a vida e o cosmos. Preenchendo tudo com palavras e escritas que vão acontecendo. A testa sobre a mão e o braço erguidos na mesa do texto, caderno riscado pela caneta e dedos e cuca e miragens.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;FIM&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;3 POEMAS DE "NA ÉPOCA DOS ÔNIBUS COLORIDOS"- HB&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;a boca do túnel&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;é a boca da serpente&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;que serpeneia&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;dentro da montanha&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;os arranha-céus se multiplicam&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;feito moscas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;os arranha-céus são degraus&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;para alcançarmos as nuvens&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;FRED FELINO - JAZZ NA CUCA ou vírgulas e segundos ou cacos de palavras&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;(Para Flávia)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;"Estou simplesmente registrando palavras..." Henry Miller&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;A poesia é a palavra errada no lugar certo. O deslocamento da palavra como um jogo infantil de linguagem e mistério.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;+&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Acordar. Abrir os olhos. Dormir de novo. Acordar. Pular da cama. Sentir cansaço. Buscar o ânimo. Esfregar as mãos. Trocar de roupa. Abrir a janela para o dia. Ir ao banheiro, fazer caretas no espelho. Urinar e defecar. Coçar as costas e entrar debaixo da água quente do chuveiro.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;+&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Eu sinto que estas palavras estão perdidas e desejam um caminho. Eu preciso orientá-las. Abandonei as histórias e coleciono estilhaços de palavras, pedacinhos de cadernos, páginas amassadas e retiradas do lixo do escritório; escrita de recibos e de notas rasgadas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;+&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;É preciso encontrar o fio da palavra e puxá-lo para que todos os livros desabem feito uma cachoeira de mentiras e enganos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;+&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Os brincos. As pulseiras. Os anéis. As palavras. Os abraços. As sandálias. As blusas. Os cabelos. Os perfumes. As palavras. Os abraços. As calças. As saias. As calcinhas. As camas. Os abraços. Os beijos. Os corpos. Os corpos. Os sonhos. As roupas. As palavras. Os abraços.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;+&lt;/div&gt;uma palavra que seja luz&lt;br /&gt;uma palavra que seja ela&lt;br /&gt;uma palavra inteira como o céu&lt;br /&gt;palavras e lembranças&lt;br /&gt;que seja luz uma palavra: ela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;+&lt;/div&gt;(continua...)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10179938-110590339486645974?l=barracobarroco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barracobarroco.blogspot.com/feeds/110590339486645974/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10179938&amp;postID=110590339486645974' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10179938/posts/default/110590339486645974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10179938/posts/default/110590339486645974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barracobarroco.blogspot.com/2005/01/henrique-barroco-um-escritor-sem.html' title='HENRIQUE BARROCO: UM ESCRITOR SEM PALAVRAS (continuação)'/><author><name>henrique barroco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495122165708539594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10179938.post-110583068404798990</id><published>2005-01-15T14:34:00.000-08:00</published><updated>2005-01-15T15:45:50.010-08:00</updated><title type='text'>pós-neo-trans</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;CAOS NA REDE&lt;/strong&gt; Este aqui é o blog do Henrique Barroco. Sou contista. Sou narcisista. Aqui vou publicar alguns textos que escrevo faz algum tempo. É um espaço para divulgar, discutir, brigar, escandalizar!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Literatura em ritmo de desenho-animado. Linguagem como Montanha-Russa. Isso tudo é barroco e Barroco. E tem a história do meu nome. Henrique, na verdade por causa da minha mãe que lia muito Herny Miller. Já, Barroco, por que me sinto e sou meio extravagante. Mas nem tanto. Acho que é mais jogada. O pior de tudo é que fui expulso de um blogue de um tal de Gilbert Daniel ( &lt;a href="http://narrarte.zip.net"&gt;http://narrarte.zip.net&lt;/a&gt; ) sua trupe de escritores-poetas amadores. Dou o nome de todos eles. Tem a besta do Aurora, o poetaço Miguel Cássio, e o pior de todos, um tal de Mário Poema. Todos eles pensam que são escritores. Mas a única glória deles foi terem participado brevemente do GRUPO LITERÁRIO CAOS 97, liderado e idealizado por mim. Só que agora, este grupo está com cara nova. E já temos uma nova filiação: trata-se do talentoso e jovem FRED FELINO, também prosador, autor do emblemático e experimental JAZZ NA CUCA, além de ser pintor e desenhista. E, na rede, o Caos estará aberto, renovado, esperando a contribuição de todos que produzem e gostam de arte e cultura. Cinema, poesia, artes plásticas, teatro. Venham para este novo novíssimo blog que aqui se inicia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um Abraço do Barroco!!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;UM TRECHO DO H. BARROCO&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Um escritor sem palavras. Um cantor sem voz. Um escritor sem imaginação. Me sinto incapaz de escrever uma linha, nem mesmo uma palavra. Não leio. Os livros secaram. O calor é insuportável. Mas há sempre sempre o brilho do sol como coisa imaterial. O susto do que lembramos e esquecemos. Mas o que ela disse. Leitura incompleta, escrita incompleta.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Antes - para não dizer "antigamente" - eu escrevia sobre muitas coisas. Havia muitos assuntos, muitas páginas preenchidas com frases. Hoje, me sento e não sei o que as palavras querem de mim. Não as reconheço. Quero matá-las!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Mas também sei que tudo isso é uma escrita que vai acontecendo, rolando na cuca. Muitos livros por ler, mas nunca desistir.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Saborosamente saboroso. Li o prefácio do "Primeiro caderno..." de Oswald de Andrade. Mas não me lembro. Eu estava relendo alguns poemas do Pessoa: "Tabacaria", "Poema em linha reta", "Lisbon Revisited". Os que eu mais gosto. Também estou pensando no Suplemento Literário do Minas Gerais, nos livros desaparecidos do Jarbas Medeiros e em coisas insignificantes. Sinto um sono, uma moleza típica das 13:00.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Eu leio Fernando Pessoa e penso naqueles versos que saltam da página, miragem do cotidiano, brutalidade, sei lá...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Você pode ver televisão e fingir que a vida é eterna. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Já escrevi algumas bobagens tão bobas que me surpreendi com tamanha babaquicel. Mas é sempre uma busca da palavra, o gesto dos dedos pressionando a caneta sobre a folha em branco. A tela branca do cinema. (...)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10179938-110583068404798990?l=barracobarroco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barracobarroco.blogspot.com/feeds/110583068404798990/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10179938&amp;postID=110583068404798990' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10179938/posts/default/110583068404798990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10179938/posts/default/110583068404798990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barracobarroco.blogspot.com/2005/01/ps-neo-trans.html' title='pós-neo-trans'/><author><name>henrique barroco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15495122165708539594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
